quarta-feira, 27 de maio de 2009

Crónica da final no futsal arena

Passo a citar:


"Espanha campeã do Mundo FA! 5-4 ante a itália


A ESPANHA é o grande vencedor do 1º Campeonato do Mundo FutsalArena. Afinal a melhor defesa é mesmo a defesa...

Contra algumas expectativas, a Espanha sagrou-se no domingo campeã do mundo após mais um grande jogo da sua equipa, desta vez contra uma selecção transalpina que não teve argumentos para combater a eficácia espanhola. Nunca tida como um sério candidato ao título, a fúria espanhola provou que a vontade e a união são ingredientes essenciais para cozinhar uma equipa vencedora. Sem grandes vedetas, esta jovem selecção espanhola, apresentou como o seu Maradona, o colectivo.

Ao som do hino dos campeões as selecções entraram na quadra de jogo para pousarem para os presentes. Nota positiva para a adesão do público: poucas horas antes já só havia bilhetes para a superior norte. Ao som dos hinos nacionais as equipas vestiam verdadeiramente a pele de um espanhol, ou de um italiano – os transalpinos, com a mão no coração, interpretavam na plenitude esse sentimento. O início do jogo aconteceu. Ao 1-0 por Zé Manel, para gáudio dos espanhóis, o empate por Vítor Rodrigues (golão!) foi o mote para o que viria a ser a partida: a Espanha a marcar e de seguida a Itália a empatar. Ao 2-1 por Nuno, Paulo Abreu, após defesa de Mouro, confirmava essa máxima. A Espanha não queria, nem podia, ficar em desvantagem. Sabia que seria difícil depois dar a volta ao score. A Itália, visivelmente desgastada e privada de 2 jogadores basilares, por lesão, tinha em André Xavier, o seu todo-terreno, a força que fazia acreditar a squadra azzurra. Somado a este, a classe de Paulo Abreu, o melhor pivot do torneio, fazia crer que era uma questão de tempo - o golo e a vantagem iriam surgir.

Ao 3-2 por Rodrigo, Xavier tratou de responder, repondo a igualdade através de um “bico” venenoso que traiu o guardião espanhol. Uma nota para Mouro, mais uma exibição à altura! A Espanha sentia que era difícil manter a vantagem. A Itália alcançava o empate com alguma facilidade. Mas eis que Zé Manel, o fixo espanhol, e com a frieza que o caracterizou neste torneio, coloca a selecção espanhola com a vantagem de dois golos, coube-lhe o 4-3 e o 5-3. Seria agora mais difícil alcançar a igualdade. O golo Vítor Rodrigues, que fez uma excelente final, fez crer que o empate ainda apareceria. A segunda parte parecia enorme, tal era a emoção e os inúmeros golos. Xavier vinha buscar a bola cá trás; o remate ou a assistência para Paulo Abreu era a receita para os últimos segundos do encontro. Os espanhóis, fechados em copas, davam o tudo por tudo e só queriam que o tempo escoasse e a partida finalmente acabasse. Petiz e Nuno faziam a defesa mais avançada, travando um luta brutal com Xavier, já Zé Manel tentava permanentemente evitar que Paulo Abreu se virasse para a baliza, e ia conseguindo-o. Já se sabia, a arma espanhola é o pragmatismo defensivo, a arma italiana o jogo ofensivo. Costuma-se dizer que no futebol (futsal neste caso) a melhor defesa é o ataque, neste caso a melhor defesa foi mesma a defesa. Entretanto o tempo passou e o final da partida chegou. Ao som da Marcha Real os espanhóis festejaram a conquista do título no centro do recinto de jogo. Zé Manel foi distinguido como melhor jogador em campo, foram fundamentais os seus golos e o equilíbrio defensivo emprestado à selecção espanhola.

Os mais e os menos do encontro:

(+) A Espanha conseguiu nunca ter desvantagem no encontro – sabia que isso era fundamental.
(+) A dupla Xavier - Paulo Abreu. Uma dor de cabeça em qualquer lugar.
(+) Petiz, enorme jogador, um trabalhador nato. Jogador de transições. A quantidade de desarmes nesta partida foi impressionante. Foi também o jogador com maior eficácia de passe.
(+) Gogas, Mourinho, Ya e Mouro: jogadores que evoluíram muito com o desenrolar do torneio.
(+) A comparência do público (não do jornal). Os amigos e familiares de alguns atletas das selecções que participaram vieram assistir à grande final.



(-) A Itália nunca conseguir ter vantagem no encontro. Se o tivesse conseguido em qualquer momento deste o evoluir do jogo poderia ter sido diferente.
(-) A lesão de Pedro Garradas e M. Leite, duas grandes baixas italianas.


E assim foi, o final do campeonato do mundo chegou. Com ele ficaram as crónicas para um dia relermos e nos lembrámos do que acreditamos ter sido um excelente torneio. Foi com esse intuito que organização construiu esta competição. Já temos saudades dos jogos e ainda agora acabou. Fica a frase de um elemento da organização (desalentado) para nos despedirmos: no próximo fim-de-semana não tenho o que fazer…

Parabéns Espanha!!"

19 comentários:

sloppy echo disse...

Tudo bem que o nosso forte foi a defesa ao longo do torneio mas acho que dão um bocado de ênfase a mais nisso. Até parece que não criamos bastantes oportunidades e que não os metemos em sentido. Nomeadamente na primeira parte, onde trocamos muito bem a bola (e estávamos a jogar de igual para igual). Só nos fechamos lá atrás na recta final, o que era completamente compreensível.

Mas ok, são opiniões. :)

Zezz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zezz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zezz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zezz disse...

Também não achei que esta crónica correspondeu inteiramente à verdade.

Ainda hoje li um artigo, no meu estudo para Neuro, sobre 'como nos vemos a nós próprios e como achamos que os outros nos vêm', e o porquê neurológico da coisa (ao qual vos vou poupar).

Ou seja, muito resumidamente, por norma julgamos a outras pessoas tendo como base apenas e só os sinais exteriores nas mais variadas vertentes, abstraindo-nos ou subjugando toda a vertente introspectiva do próximo (ideias, pensamentos, ideais, etc), enquanto que a nós próprios temos tendência a avaliar numa perspectiva muito mais abrangente e relacionada com os mais variados aspectos psicológicos inerentes à nossa personalidade, muito porque não termos essa visão exterior de nós mesmos.

Ora isto normalmente leva a injustiças/precipitações na avaliação das ideias do próximo e uma tendência a sobrevalorizar as nossas próprias ideias.

Neste caso em particular acho que é um exagero a maneira como remetem a nossa performance no torneio para pura habilidade defensiva acima da média por parte da nossa equipa. Toda a atitude, mas principalmente o rigor táctico, a alteração dos mais variados aspectos no nosso jogo consoante a evolução do mesmo, a maneira inteligente como abordamos os jogos, não é de frisar? Os nossos golos foram relatados como simples remates á baliza ou nem isso.. O italiano marca um "golão", eu marco o 4-3 e o 5-3 que achei bem 'jeitosos' e de pé quente, mas n passam de simples 4-3 e 5-3.. Acho que há uma certa injustiça e penso que a organização se vergou um bocado aos italianos, não sei se porque já nos conhecem bem ou porque a itália tem jogadores que jogam no campeonato xispêtêó.. hmm.. n tava à espera..

E para que a conversa toda do início não seja apenas e só um vómito de matéria, temos o Fox que observou atentamente os últimos jogos e que apesar de poder ser parcial, sabe não o ser e sabe dizer a verdade sobre a nossa prestação. Eu sinto-me um pouco na posição do interlocutor que fala avaliando a performance da equipa por dentro, sem uma visão exterior, quiçá com o exagero inerente a quem esteve lá dentro e atento ao jogo da sua equipa, mas valha-nos deus!

Alguém nos venha defender que isto assim tá muito mal contado.

Hmpff..

PS - Acho que não seria a 1a vez que viravamos um resultado no torneio, porque raio é que "não podia ficar em desvantagem" esta jovem selecção espanhola?

Zezz disse...

Comentário talvez um pouco confuso mas vou-me agora deitar e tou c uma resma de folhas acabadas de ler a passear pela cabeça numa de se organizarem em matéria sabidíssima pró exame.

Onde se lê "porque nos conhecem bem" deve ler-se "porque somos menos experientes nestas lides de torneios e uma equipa que surge como outsider, qual Dinamarca no campeonato da Europa de 1992"!

Viva os irmãos Laudrup, Viva De Merda!

(adoro este nosso patriotismo De Mérdico, quais Che Guevara's da bola hasta la vitoria siempre!!)

Zezz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zezz disse...

lol, é melhor tar calado..

Até amanhã querido blog.

M4l0R4L disse...

Eu acho inadmissível não falarem do pivot De Merda. :P

Anulou o "Xavier" que apenas fez diferença nas bolas paradas e trabalhou como a primeira linha na transição da defesa para o ataque recebendo as bolas teleguiadas do Edgaras.

Injustiças!!

É tipo a do outro...
"Precisavamos era de um pivot como este.."

RAM disse...

Acho grande piada a estes comentários no fórum. É que em todas as crónicas veio sempre a mesma tecla: "Espanha defende bem", "Espanha fecha-se em copas", "Espanha e a máxima: melhor defesa é a defesa!", "Armada Invencível fechou-se atrás"...

LOL

Alguém que lhes diga que marcamos 5 golos à Selecção Italiana. E já agora... um fixo da categoria do Xaavieeeer, deixar a sua equipa sofrer 5 golos... hummm.. algo está mal aqui, não?

Ora bem... se bem me lembro espetamos 4 golos nos quartos à todo-poderosa equipa angolana, 5 golos à Trinidad e Tobago (que havia eliminado a grande e "federada" equipa dos EUA)...

Ora bem... não estará a Espanha a marcar golos a mais? É que para uma equipa defensiva. dá-me ideia que marcar nos últimos 3 jogos do torneio (quartos. meias e final) 14 golos, eu, se fosse um observador desinteressado, diria que a Espanha era uma máquina trituradora... mas isso sou eu.

Hmmm... já havia dito muito antes dos jogos da fase final que as crónicas nos costumavam ser desfavoráveis. Não percebo porquê, até porque penso que a Organização até simpatiza com a nossa equipa. Mas parece que têm medo de dizer que, efectivamente, a Espanha ganhou porque foi a MELHOR SELECÇÃO ao longo de todo o torneio.

E depois enfatizar a dupla Xavier-Paulo e não enfatizar a dupla Zé Manel-Nuno ou os pivots Nuno e Rodrigo, ou os esquerdinos Gogas e Ya, ou os alas Petiz e Mourinho... enfim, parece-me estranho.

Mas pronto... nós precisávamos era de um pivot como aquele! LOL

Curioso é que esse pivot na final marcou... 0 golos...

E os nossos dois pivots marcaram... 1 golo cada um! =p

Bem, vou sair... tenho que ir para o ginásio com o Nuno! (recomendação do Doutor José Manuel Amorim)

Um abraço,


Rodrigo

Anónimo disse...

"um fixo da categoria do Xaavieeeer", dito assim parece que o Xavier é o JAAAIIIMEEEEE da organização..

Zezz disse...

Serei para sempre perseguido por causa dessa informação completamente descontextualizada aqui??!

Quando eu falei de precisarmos de um pivot "como aquele" foi a abordar o estilo de jogo em que segura a bola com grande autoridade e além de poder virar e rematar na passada (coisa que vcs fazem e bem), tb sabe aguentar e redondinha e distribui-la para o resto da equipa nomeadamente para a entrada e remate dos alas, ou para trás. Isto não dando grande hipóteses ao fixo de a tirar, que era o complicado ao marcar este tipo. Isso e o facto de ser difícil fazer-lhe a antecipação pois com simples movimentos do corpo ele bloqueava as hipóteses de eu o rodear. A marcação teve de ser feita sempre em movimento, nunca estático, para que o fixo deles tivesse a ideia de que o PA nao tava sozinho nesse momento.

Quanto a "ele" propriamente dito mostrou ser um tipo execravel e bronco enquanto tivemos dentro de campo e já cá fora no fim do encontro. Como é óbvio isso é o exemplo oposto do que eu espero da nossa equipa.

É só isso, mas se acham que ja não há nada a melhorar no vosso jogo a pivot, ta beeeeeeeeêm...!

PS - É uma crónica com teor bem-disposto, não a leiam como se tivesse a desancar agressivamente de um só fôlego..

Zezz disse...

Já para não dizer que os nossos pivots (e defendo sempre a ideia de que devemos caminhar para cada um saber fazer todas as posições) não são pivots tradicionais, são pivots muito mais móveis. São SUPER-PIVOTS! ;)

..a sério, nao levem aquelas palavras como uma crítica pessoal porque não é isso que eu queria frisar como é óbvio. O tipo tem uma forma de jogar quando a bola não está com ele ou quando ele está parado, que é muito complicada de travar e apoiada na qual a equipa deles ganha muito tempo para subir em bloco. POde ser o físico, mas é principalmente experiência que tem de clube, não tenho a menor dúvida.

Nunandré e Rodas, olhem as bocas que sabem muito bem que sempre que vos passo a bola acredito no golo. Sempre!

Agora com licença que vou emborcar duas grandas sandochas..

Unknown disse...

Só um pequeno reparo: Rodrigo, a Trinidade não eliminou os EUA, eliminou sim a Letónia.

Quem eliminou os EUA foi a própria Itália, por um claro 4-1 na meia-final. Isto é, sofreram 1 golo com os EUA que toda a gente referia como uma super-equipa, principalmente no ataque. A Itália só sofreu um golo contra eles. Vai-se a ver e contra nós sofreram 5.

Eu acho que ninguém aqui acha que somos a melhor equipa da zona Norte e arredores. Temos consciência de que havia equipas com individualidades que davam mais nas vistas e de que houve jogos em que de facto nos fechamos mais e exploramos o contra-ataque.

Só acho injusto é apontarem-nos isso neste jogo em particular. Fizemos um belo jogo e fomos justíssimos vencedores. Não nos limitamos a defender a nossa vantagem, como parece transparecer na crónica.

Já contra o Uruguai achei injustas algumas afirmações sobre a nossa performance, mas aqui "doi" um pouco mais porque foi a final da competição e porque a meu ver fizemos um jogo exemplar em muitos capítulos (nomeadamente no ataque.. houve fazes em que caímos em cima deles).

Unknown disse...

merda, tava com o outro login :p

RAM disse...

Ah, e convém dizer que quando perdemos contra o Uruguai, o comentário ao jogo começava mais ou menos desta forma:

"Uruguai bateu a Espanha... surpresa só para quem não viu o jogo..."

LOL

RAM disse...

Mas de resto, já estou como Carlos Martins, após a final da Taça da Liga (ele depois desmentiu ter dito isso, mas enfim...):

"eles com o mal-estar e nós com a Taça"


E o resto é letra.

De resto, não me importava nada de ganhar mais taças, mais jantares de 25€ e mais viagens ao Algarve com o nosso estilo de jogo super-defensivo em que a melhor defesa é... a defesa. LOL

Quanto à cena do pivot, como é óbvio não fiquei chateado. Aliás, fui o primeiro a dizer que gostava de ter um estilo de jogo semelhante ao dele.

Eu por acaso gosto de receber a bola de costas para a baliza, mas também faço um reparo para o facto de no nosso estilo de jogo ser complicado distribuir a bola para os alas e fixo como eles faziam, visto que o pivot normalmente recebe a bola muito desapoiado (ou a bola é enviada pelo guarda-redes ou é bombeada pelo fixo, com alguma distância entre as linhas da equipa, visto que os alas estão recuados a ajudar o fixo a fechar os caminhos para a baliza).
E isso faz com que o nosso pivot tenha que aguentar muito tempo a bola em seu poder e aí... ou tem força para aguentar 2 ou 3 gajos em seu redor ou inicia a jogada sozinho para a baliza (que é o que normalmente fazemos).

Mas vamos ter tempo para corrigir essas questões e evoluir individualmente e como equipa.


Rodrigo10

Zezz disse...

A frescura da sensatez.

Boa Rodrigo 10.

RAM disse...

Adicionei a secção AGENDA.